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🌟 A busca da excelência

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Antes de falar sobre excelência, precisamos responder três perguntas simples:   1. O que é excelência?      Para Aristóteles, excelência (ou virtude) é viver de acordo com o propósito mais elevado do ser humano. Não é apenas eficiência ou beleza, mas alinhar nossas ações com aquilo que nos torna melhores.   2. Por que devo buscar a excelência?      Porque fomos criados por Deus com um propósito. A Bíblia nos lembra: “Portanto, quer comais, quer bebais, ou façais qualquer outra coisa, fazei tudo para a glória de Deus” (1 Coríntios 10:31). A excelência não é vaidade, mas um ato de adoração.   3. Qual o objetivo da excelência?      O objetivo não é apenas servir ao coletivo, como propõe o marxismo, mas glorificar a Deus e, nesse processo, tornar-se virtuoso. Quando buscamos apenas o “bem coletivo” sem referência à ética, à beleza ou à verdade, a excelência se perde.   --- ⚖️ Aristóteles x Ma...

Erros de interpretação bíblica de Marx

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Resumo rápido: Marx, ao interpretar a Bíblia, incorreu em leituras anacrônicas que reduzem o texto sagrado a categorias econômicas. A exegese bíblica mostra que sua visão sobre o mal, salvação e dinheiro difere radicalmente da tradição cristã, criando tensões e contradições evidentes. 📖 A visão de realidade da Bíblia A Bíblia apresenta a realidade como criação de Deus, marcada pela bondade original e pela queda humana. A exegese bíblica bem feita mostra que o mal surge da liberdade humana e da ruptura com o Criador (cf. Gênesis 3; Tiago 1:13-15). Autores como Agostinho de Hipona interpretaram o mal como privatio boni — ausência do bem, não uma substância criada. ⚙️ A epistemologia de Marx Marx, em O Capital, entende a realidade a partir das relações materiais de produção. Para ele, o mal não é uma categoria espiritual, mas se manifesta na alienação do trabalhador e na exploração inerente ao sistema capitalista. Essa leitura é epistemológica e econômica, não teológica. Enquanto a Bíbli...

Moral, ou sem moral: eis a questão ✨

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👩‍💼 A história   Uma jovem chamada Ana trabalhava duro em sua empresa. Um dia, percebeu que poderia manipular relatórios para ganhar uma promoção. Ninguém perceberia. O dilema era claro: seguir o caminho fácil ou o caminho correto?   Ana pensou: “Se eu fizer isso, vou crescer rápido. Se não fizer, talvez nunca seja reconhecida.”   - Kant diria: não manipule, porque se todos agissem assim, a confiança desapareceria. O imperativo categórico exige que sua ação possa virar lei universal.   - Nietzsche poderia afirmar: a moral de “não trapacear” é apenas uma invenção social, criada para manter ordem e poder. O indivíduo forte deveria criar seus próprios valores.   - Cristo, porém, não entra em debates filosóficos. Ele resolve de forma definitiva: “Tudo o que quereis que os homens vos façam, fazei-o também vós a eles” (Mateus 7:12).   👉 Paulo reforça em 1 Coríntios 6: “Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas conv...

Eu avisei

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Em Ezequiel 3, Deus estabelece o profeta como atalaia sobre Israel. O atalaia era aquele que ficava de vigia na torre da cidade, observando os perigos que se aproximavam e avisando o povo. Sua função não era opcional: se ele visse o inimigo e não desse o alerta, seria culpado pelo sangue derramado. Mas se avisasse, mesmo que o povo não ouvisse, sua responsabilidade estaria cumprida (Ezequiel 3:17-19).   Assim também é o pregador do evangelho. Ele é como um atalaia espiritual. Sua missão é avisar a todos sobre o que está por vir: o juízo de Deus sobre aqueles que desprezam a mensagem da salvação em Cristo.   Jesus já veio, já se entregou por nós, já deixou o seu evangelho como caminho seguro. Ele mesmo declarou:   - “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim” (João 14:6).   - “Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado” (Marcos 16:16).   O evangelho não é apenas uma boa notícia, é...

O que é a Besta que emerge do mar no Apocalipse 13, segundo a visão semi-preterista

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A Primeira Besta: O Império Romano e Seus Imperadores Na interpretação semi-preterista do Apocalipse, a primeira besta que emerge do mar (Ap 13:1) representa o Império Romano, símbolo do poder político que perseguia os cristãos no primeiro século. Suas sete cabeças são entendidas como sete imperadores, começando com Augusto, o primeiro César, que estabeleceu o império e o culto imperial. O segundo é Tibério, que governava durante o ministério de Jesus. Embora menos envolvido com o culto imperial, sua administração consolidou o poder centralizado de Roma. Calígula, o terceiro, foi o primeiro imperador a exigir adoração como um deus em vida, tentando até colocar sua estátua no Templo de Jerusalém — um ato que escandalizou judeus e cristãos. Cláudio, o quarto, manteve o culto imperial e expandiu o império, embora sem a mesma intensidade religiosa de seu antecessor. Nero, o quinto, é uma figura central. Ele foi o primeiro imperador a perseguir sistematicamente os cristãos, especialmente a...

Justiça Corrompida vs. Justiça Redentora: Um Contraste entre Provérbios 17:15 e Romanos 5:6-9

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Algumas pessoas tem desmerecido o sacrifício de Cristo fazendo uma confusão com essas duas passagens da bíblia, mas entenda a diferença e como ela é pertinente. Provérbios 17:15 declara: "O que justifica o perverso e o que condena o justo, ambos são abomináveis ao Senhor." Esse versículo denuncia uma inversão moral grave: quando o juiz, por corrupção ou engano, absolve o ímpio como se nunca tivesse pecado e, ao mesmo tempo, condena o justo como se fosse culpado. Trata-se de uma justiça pervertida, onde a verdade é distorcida e o inocente sofre por um crime que não cometeu. É uma condenação arbitrária, unilateral, que fere a integridade da justiça divina e humana. Em contraste, Romanos 5:6-9 revela uma justiça redentora e voluntária: "Porque Cristo, estando nós ainda fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios... Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores." Aqui, o justo — Cristo — se oferece voluntariamente par...

📌 O dom de línguas (Para cristãos)

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1 Coríntios 14:1-4 NAA   [1] Sigam o amor e procurem com zelo os dons espirituais, principalmente o de profetizar. [2] Pois quem fala em línguas não fala para as pessoas, mas fala para Deus; ninguém o entende, pois, por meio do Espírito, fala mistérios. [3] Mas o que profetiza fala para as pessoas, edificando, exortando e consolando. [4] O que fala em línguas edifica a si mesmo, mas o que profetiza edifica a igreja.   https://bible.com/bible/1840/1co.14.1-4.NAA 🤔 Antes de entendermos essa perícope, é importante observar o objetivo do dom de línguas. Para que serve o dom de línguas? No evangelho de Marcos 16:15-18, Jesus diz aos discípulos para pregarem o evangelho a todo o mundo, e que alguns sinais os acompanhariam; um deles era falar em novas línguas. Observe que o objetivo é um sinal para "o não crente", como diz em 1 Coríntios 14:22: 1 Coríntios 14:22 NAA   ...Portanto, as línguas constituem um sinal não para os que creem, mas para os que não creem; a ...