Justiça Corrompida vs. Justiça Redentora: Um Contraste entre Provérbios 17:15 e Romanos 5:6-9



Algumas pessoas tem desmerecido o sacrifício de Cristo fazendo uma confusão com essas duas passagens da bíblia, mas entenda a diferença e como ela é pertinente.
📖 Provérbios 17:15 declara:
"O que justifica o perverso e o que condena o justo, ambos são abomináveis ao Senhor."
Esse versículo denuncia uma inversão moral grave: quando o juiz, por corrupção ou engano, absolve o ímpio como se nunca tivesse pecado e, ao mesmo tempo, condena o justo como se fosse culpado. Trata-se de uma justiça pervertida, onde a verdade é distorcida e o inocente sofre por um crime que não cometeu. É uma condenação arbitrária, unilateral, que fere a integridade da justiça divina e humana.
📖 Em contraste, Romanos 5:6-9 revela uma justiça redentora e voluntária:
"Porque Cristo, estando nós ainda fracos, morreu a seu tempo pelos ímpios... Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores."
Aqui, o justo — Cristo — se oferece voluntariamente para assumir a culpa do pecador. Não há engano, nem distorção. O juiz — Deus — não está sendo enganado, mas está operando um plano de redenção. Cristo não é forçado a pagar por um pecado que não é seu; ele se entrega por amor, como propiciação, esperando que o perverso se arrependa e viva uma nova vida.
✔️ Conclusão
Enquanto Provérbios 17:15 mostra uma justiça falsificada, onde o perverso é declarado inocente sem arrependimento e o justo é punido injustamente, Romanos 5:6-9 revela o coração do evangelho: o justo se entrega por amor ao injusto, não para perpetuar o pecado, mas para oferecer perdão e transformação. A cruz não é uma fraude judicial, mas um ato de misericórdia divina que honra a justiça e oferece graça.





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