🌟 A busca da excelência
Antes de falar sobre excelência, precisamos responder três perguntas simples:
1. O que é excelência?
Para Aristóteles, excelência (ou virtude) é viver de acordo com o propósito mais elevado do ser humano. Não é apenas eficiência ou beleza, mas alinhar nossas ações com aquilo que nos torna melhores.
2. Por que devo buscar a excelência?
Porque fomos criados por Deus com um propósito. A Bíblia nos lembra: “Portanto, quer comais, quer bebais, ou façais qualquer outra coisa, fazei tudo para a glória de Deus” (1 Coríntios 10:31). A excelência não é vaidade, mas um ato de adoração.
3. Qual o objetivo da excelência?
O objetivo não é apenas servir ao coletivo, como propõe o marxismo, mas glorificar a Deus e, nesse processo, tornar-se virtuoso. Quando buscamos apenas o “bem coletivo” sem referência à ética, à beleza ou à verdade, a excelência se perde.
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⚖️ Aristóteles x Marx
No conceito marxista, a excelência é reduzida ao coletivo, independente da ética ou da beleza. Isso gera mediocridade, porque ninguém é estimulado a ser mais virtuoso — basta “servir ao grupo”. Já Aristóteles via a excelência como algo que eleva o indivíduo e, por consequência, a sociedade.
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O ressentimento marxista, ao criticar o capitalismo, incorre numa contradição profunda: denuncia a alienação do trabalhador, mas ignora que o verdadeiro fim do homem não é agradar ao patrão — é viver para Deus. Ao acusar quem busca excelência de estar alienado, o marxismo reduz a virtude ao serviço coletivo, desconsiderando que a conquista individual, quando orientada pela ética e pela vocação divina, é em si uma expressão de excelência.
A excelência não pode florescer onde todos perdem, onde não há critérios claros de mérito, e onde o esforço virtuoso é nivelado por baixo. A igualdade é necessária, sim — mas ela deve caminhar junto com a justiça meritocrática, que reconhece e recompensa o trabalho bem feito, a dedicação e o talento. Mesmo que isso desafie os princípios igualitários do socialismo, a verdade é que toda sociedade, inclusive as socialistas, enfrenta essa contradição: não há como promover excelência sem reconhecer o mérito.
A visão cristã nos lembra que o fim último do homem é glorificar a Deus. “Tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como para o Senhor e não para homens” (Colossenses 3:23). Quando o trabalho é feito com excelência, não para agradar ao sistema, mas como expressão de fé e propósito, ele transcende a lógica econômica e se torna um ato de adoração.
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✝️ O propósito de Deus
A excelência cristã não é buscar reconhecimento humano, mas viver para a glória de Deus. Quando entendemos que nosso fim é determinado pelo propósito divino, a busca pela virtude ganha sentido. Não é apenas “ser útil ao coletivo”, mas ser transformado em alguém melhor diante de Deus.
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📈 A lição da história
Max Weber mostrou como as sociedades protestantes do século XIX prosperaram porque tinham essa visão: trabalhar com excelência não para o patrão, mas para Deus. Essa ética moldou culturas inteiras e trouxe prosperidade, porque cada indivíduo buscava ser virtuoso em sua vocação.
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👉 Em resumo: a excelência não é só eficiência ou coletividade. É viver com propósito, virtude e fé. Quando entendemos que tudo deve ser feito para a glória de Deus, encontramos o verdadeiro sentido da excelência.
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